A emoção surge nas veias em
pulsões. Sinto o sorriso a responder ao que nos une - não há controlo dos
sentimentos. Não sei como surgiu: o que fizeste para que me entregasse assim a
esta nova aventura.
Escolhi correr de todos os medos:
lutar contra os monstros do passado que por vezes ainda corroem os pensamentos.
Afinal a vida não é a equilíbrio do desequilíbrio?
Todos precisamos da adrenalina a
consumir as nossas palavras: aquilo que corrói a nossa inocência e nos
transforma em predadores da felicidade.
Fazes-me deslizar sobre o
inesperado e querer conhecer mais do nosso futuro.
- Anda caminhar no que podemos
construir.
- Não há outro lugar se não os
teus braços que me faça querer partilhar o que sou.
Estamos juntos dentro das nossas
almas.
Percorremos as memórias que nos
levaram a hoje - talvez nenhum de nós mudasse nada: chegamos à obtenção um do
outro.
- Preparada para seres-te de novo?
Não há explicações que possam
ditar todos os nossos comportamentos. Somos levados pelo vento. Somos
conduzidos pelo som do que nos é atraente: a vida.
Vamos viver o que nos é permitido
e o perigo do desconhecido?
- Anda comigo, sem me largares a
mão. Não sei para onde; nem quanto tempo. Mas anda no que queremos; no que
acreditamos agora. Quem sabe, na eventualidade, do para sempre.
- Seja ele o tempo que for.
O nosso para sempre.

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