domingo, 31 de janeiro de 2016

Promessa

Estava demasiado perto de ti: a minha mão quase alcançava o teu braço, será que me deixarias tocar-te?

Sabia que tinha sido um erro imperdoável – até que ponto é que as coisas são ou não perdoáveis?

Sentia aquela atração desvanecer, como se já não quisesses aquele nosso pedaço de vida; sou um fracasso como já adivinhavas!

 Pensei que tudo fosse possível – acreditava no desligar das emoções como um ultimato para a sobrevivência -, que eu e tu éramos o que transcendia este mundo terrestre.

Vamos esquecer a honestidade e reverter as palavras; dizer-te uma outra coisa: 

Eu e tu podemos ter-nos sem nos ser?

Tinha sido a nossa promessa: 

Não nos permitirmos sentir.


Desculpa começar a amar-te tanto!

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