Estava demasiado
perto de ti: a minha mão quase alcançava o teu braço, será que me deixarias
tocar-te?
Sabia que tinha
sido um erro imperdoável – até que ponto é que as coisas são ou não perdoáveis?
Sentia aquela
atração desvanecer, como se já não quisesses aquele nosso pedaço de vida; sou
um fracasso como já adivinhavas!
Pensei que tudo fosse possível – acreditava no
desligar das emoções como um ultimato para a sobrevivência -, que eu e tu
éramos o que transcendia este mundo terrestre.
Vamos esquecer a
honestidade e reverter as palavras; dizer-te uma outra coisa:
Eu e tu podemos
ter-nos sem nos ser?
Tinha sido a
nossa promessa:
Não nos permitirmos sentir.
Desculpa começar
a amar-te tanto!

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